Soltando verbos
O problema das pessoas é a liberdade. O desejo de contar algo, pedir um favor, falar segredos e algumas verdades que nunca poderiam ser expelidas. O problema de conhecer alguém é a limitação dos corpos, porque se você não tem habilidade para transformar um clima de nervosismo em um banquete relaxado e servido à vontade, você continuará preso em dobro nesta sensação incômoda. A vantagem de ter alguma liberdade é que você pode encostar na pessoa sem receber reprovação, porque a sua cara de pau vai além e você consegue fazer a outra sentir sua liberdade e conseqüentemente prazer. É desnecessário os limites, mas também é delicioso sentir-se dominado pela presença de alguém. Só pela presença no começo, porque depois você mostra a sua liberdade – se você souber usá-la, claro.
O segundo problema em conhecer alguém são as intenções. Existem várias, múltiplas intenções que vão de posições bem treinadas de kama sutra ou até aquelas mais delicadas em que sentimos o coração do outro bater tão forte que dá vontade de encostar bem perto para ficar escutando. O desejo é este: conhecer alguém. Depois que você conhece alguém, selecione o que lhe agrada e o que supostamente iria detestar quando estiver beirando os 40 anos de idade junto com ela, sempre junto.
O ruim é que a maioria das pessoas erram também, porque insistem em acreditar que o amor é capaz de superar qualquer defeito e qualquer mancada (eu sei, existem as excessões). O certo é que não vai existir alguém que se encaixe nos moldes, que seja recíproco ao extremo se não acreditarmos que a liberdade que possuímos, precisa ser colocada em prática e que os limites… ah, os limites? Anule-os! afinal, para que são necessários?
Filed under: Em itálico | 2 Comments
Tags: dúvidas, liberdade, limites
isto me lembrou aquilo de “te amo, me dá seu cu?”
meu deus, que texto mais bonito. eu gostei muito muito dele mesmo. eu acho que na minha lista o amor supera tudo sim – exceto duas especificas mancadas.