Epígrafo III

25Jul08

É costumeiro formar uma personalidade a partir dos 15 anos em diante. Há pessoas que já nascem com uma, há outras que oscilam entre várias possíveis e tem aquelas que possuem multíplas. Me classifico em uma das letras de Renato Russo e não tenho vergonha de expôr isso adiante. Gosto de açúcar, mas opto pelo sal na maioria das vezes. Ando em círculos, mas posso mudar de rumo quando bem quiser. Sinto-me triste, mas eu não compartilho meus problemas com qualquer pessoa. Gosto de sexo macio, pessoas folgosas, brancas ou negras e inteligentes, por favor. Estou lendo José Saramago há um mês, apesar da história fantástica, preciso dividí-la com minha realidade e meu tempo. Ganho presentes de pessoas queridas, guardo-os com carinho – mas preciso devolver alguns. Relações mal sucedidas? Ora, quem não as tem hoje em dia? Costumo reciclar meu lixo juntamente com aquilo que não sinto mais. Precisamos de dinheiro e eu preciso aprender a controlar os meus gastos (gosto muito de DVDs, CDs e livros). Abraço pessoas, mas a intensidade do abraço varia de acordo com o meu amor. Às vezes sou romântico e construo castelos imaginários para nos abrigarmos. Outras vezes sou promíscuo, vadio e beiro à chantagem para conseguir que meus desejos sejam saciados. Tenho sede constante de prazer e funciono bem em qualquer marcha e direção. Agradeço hoje, pelos ensinamentos nas aulas de teatro, onde aprendi que sexo pode ser feito como acharmos e que seja gostoso. Sou guloso e aceito ser dominado, mas gosto da delicadeza de braços e mãos finas. Apaixono-me fácil e esqueço com mais facilidade ainda – tenho problemas até hoje com isto. Quero liberdade e quero braços que me guiem nessa mesma direção. Se não for assim, continuo caminhando sozinho em busca dos meus ideais.
Sou tão mais interessado do que você pode imaginar, só não vou ficar lembrando do meu amor quantas vezes quiser.