Arquivo para janeiro, 2009

“Te desejo uma fé enorme, em qualquer coisa, não importa o quê, como aquela fé que a gente teve um dia, me deseja também uma coisa bem bonita, uma coisa qualquer maravilhosa, que me faça acreditar em tudo de novo, que nos faça acreditar em tudo outra vez”.

Não, meu bem, não adianta bancar o distante: lá vem o amor nos dilacerar de novo…

Caio F.

Tem horas que eu mudo o caminho para casa para ver se o dia também muda, costumo criar expectativas, mas são silenciosas e isso têm me crucificado. Ontem eu disse para um amigo que um conhecido o tinha visto e se encantado só para saber se ele estava com alguém. Ele disse que sim, depois disso achei a minha atitude patética demais por querer me intrometer na vida de alguém sem saber como. Pensei que ele poderia ser bom para mim, mas não sei porque pensei nisso. A carência me dá o direito de ser ridículo. A expectativa nisso é egoísta e eu não sei onde enfiar a primeira. É isso, sou egoísta – não de “querer tudo para mim”, mas de “pensar só nos meus interesses” e isso pode ser bem ruim quanto parece.

É por isso que mudo o caminho e ao mesmo tempo como vou pensar e agir sem atormentar as pessoas. Quase inevitável, eu sei. Mas se eu pudesse livrar cada pessoa do aborrecimento que causaria, morreria um homem feliz.

Intrépido

Adeus chateação, adeus indiferenças e au revoir pessimismo não declarado – vocês contribuíram para que o último ano fosse repleto de negatividade e não houve soma vital alguma, não aproveitei o máximo das pessoas que se aproximaram de mim – o que me tornou mesquinho e egoísta. Planos é o novo plano, tive que botar tudo no papel. Tudo organizado, bem pensado e postos em prática. Quero ler mais livros, assistir mais filmes e sair do sedentarismo (a rotina do trabalho nunca contou). Sim ao carnaval, ao sexo gratuito, à cara-de-pau e aos braços que tanto recusei, pois é assim que vou me encontrar. Ociosidade de menos, religiosidade de muito. Intrépido, intrépido, intrépido.