Arquivo para novembro, 2009

Minha morada

Sei que ele vai me guiando, guiando de mansinho pro caminho que eu quiser.

I’ve been wasting my time

Sou capaz de amá-lo com todas as minhas forças.

This is you. Eyes closed, out in the rain. You never thought you’d be doing something like this, you never saw yourself as, I don’t know how you’d describe it… Is like one of those people who like looking up at the moon, who spend hours gazing at the waves or the sunset or… I guess you know the kind of people I’m talking about. Maybe you don’t. Anyway, you kind of like being like this, fighting the cold, feeling the water seep through your shirt and getting through your skin. And the feel of the ground growing soft beneath your feet. And the smell. And the sound of the rain hitting the leaves. All the things they talked about in the books you haven’t read. This is you, who would have guessed it? You.

Stellar II

Lembra quando você recebia a papinha da mamãe na boca em forma de ondinhas? O gosto às vezes era de mamão, outras vezes de banana, mas chegava na boca com o mesmo doce. Não era aquele doce que fazia o momento ser o melhor do mundo, nem era o sabor favorito de banana que te deixava feliz, e sim, o momento da ondinha. Além da papinha, todo mês meus pais compravam uma lata grande de farinha láctea para nós três (eu e meus dois irmãos menores). A farinha láctea, para mim, era como o “pote de biscoitos” do meu irmão, o Nescau do meu outro irmão e um troféu grande e delicioso para mim. Mas o gosto da farinha láctea não era o motivo da minha felicidade, e sim, o fato de todo mês existir uma lata de farinha láctea em cima do balcão da cozinha. Pode parecer cômodo, mas aquele era o motivo de muita felicidade para nós três.

Depois de vinte e um anos, hoje faço minha própria compra no supermercado e ainda compro a farinha láctea (não é a mesma lata de antigamente, mas é da mesma qualidade), só que não tem efeito algum. O preço não é o mesmo, a economia do país não permitiu guardar essa lembrança e depois de vinte e um anos, sinto como se fosse a primeira vez no supermercado com minha mãe.

Não é a mesma coisa, acordar pela manhã pode não fazer nenhum sentido ou pode fazer todos. A lata de farinha só estará em cima do balcão se eu quiser, mas hoje não faz sentido algum comprá-la, só sabor.

É nesse ponto que dói, estar sozinho é isso: dói pelas manhãs, mas eu mantenho os hábitos como sempre foi, só que de um jeito diferente.

Pista de dança

Não posso reclamar. Tenho uma vida boa com pessoas boas e um trabalho bom. Só que cheguei em uma fase que só isso não me basta, só o bom não me satisfaz mais.

Quero um dia chegar em casa, jogar as roupas no chão e os sapatos no canto. Andar como eu quero, ouvir música no volume que quero, fazer um jantar do jeito que quero e convidar quem eu gosto. Vivo comigo mesmo e estou cansado de acreditar que não posso alcançar todos os meus objetivos sozinho. Essa vida parou aqui.

Adeus.

“Actually, there is no such thing as a homosexual person, any more than there is such a thing as a heterosexual person. The words are adjectives describing sexual acts, not people. And the sexual acts are entirely normal; if they were not, no one would perform them.”

Gore Vidal

I love you. I don’t ever want to live without you.

“you changed my life.” did you say it? make a plan. set a goal. work toward it, but every now and then, look around; drink it in ‘cause this is it. it might all be gone tomorrow.

When I found a human tooth down on Delancey? when we decided to kiss anywhere, except the mouth? when my favorite colors was pink and green? when I only ate boxes of tangerines? (So cheap and juicy, tangerines!). When I would only read Shakespeare? when I would only read the back of cereal boxes? when I tried to save a pigeon with a broken wing? (A street cat got him by morning and I had to bury pieces of his body in my building’s playground. I thought I was gonna be sick. I thought I was gonna be sick!). When I would only smoke Parliaments? when I would only smoke Marlboros? when I would only smoke Camels? when I was broke and didn’t care, I just bummed from my friends (Bummed, bummed, bum-bum, bummed, bummed, bum-bum…). When you overdosed? when you overdosed for the second time? Well, in the waiting room, while waiting for news of you. I hallucinated, I could read your mind and I was on a lot of shit too but what I saw, man, I tell you was freaky, freaky…