Arquivo para maio, 2010

Quem não procura, acha

Depois que encontrei o amor, não tenho tempo para mais nada. Eu não sei quem eu sou e onde estive. Minha memória fraquejou, esvaeceu. Depois que encontrei o amor, não me alimento direito. Tem dias que nem como de tanta ansiedade. Tem dias que nem sinto a fome chegar. Tem dias que nem sinto a infelicidade bater. É tanto amor que adoeço. Depois que encontrei o amor, comecei a entender o vazio do peito.

Eu nunca fui desses que gostam de ser guiados, desses que precisam de alguma base para seguir na vida. Nunca fui aquele que pedia conselhos, ou se pedia, sempre tomava a decisão que me achava conveniente. Não está sendo fácil rever o meu conceito. Não estou reclamando, mas é que essa história de deixar a vida à toa para ser cuidada por alguém de fora é uma novidade. Eu posso contar nos dedos das vezes que puxaram a minha orelha, mas agora é diferente, estou sendo puxado inteiramente (da cabeça aos pés). É assim que deve ser?

Depois da minha mãe, você é a melhor pessoa para cuidar dos meus horários, da minha saúde, da minha fome – fome de alguém. Gosto tanto quando sou puxado para cima quando você sorri de orgulho e até mesmo quando sou puxado para baixo você sorri, sorri de tristeza sabendo que nunca mais voltarei a fazer aquilo novamente. É uma onda que sobe e desce no nosso conceito, meu e seu, revendo nossas atitudes. Eu penso em dobro quando vou ao supermercado, penso em dois quando encaro a fila de cinema, penso em nós quando escuto uma música bonita. É dessa forma que as coisas são?

Eu tenho bons motivos para fixar teu nome no meu anel, mas estamos construindo e moldando uma fase tão agradável de nossas vidas que parece que, cedo ou tarde, nós passaremos para o melhor lado da correnteza.

You’ll be mine