Arquivo para novembro, 2011

Beijo pra você, vida!

Não sei lidar com entrevistas de trabalho. Até ontem eu era o entrevistador, hoje sou o entrevistado – certificando o quão a vida pode dar reviravoltas. Terminei com meu namorado no domingo, mas na segunda-feira tudo estava bem. Conheci o disco que me faria ficar com os fones de ouvido o dia todo e o meu computador precisa de uma formatação pesada.
É só isso que tenho para dizer da minha semana. Um beijo destino!

É mais ou menos assim:

Nunca se sabe, né?

Minha reação quando alguém pergunta sobre como está a minha vida nunca é positiva. Talvez porque eu não gostaria de estar aonde e como estou no momento, talvez porque existem coisas que precisam ser explicadas ou provadas a mim mesmo. Quando isso acontece um sentimento de impotência permeia meus pensamentos e eu me pergunto: porque eu sou tão instável? Digo, por que para algumas coisas eu sou cômodo e para as outras instável? Isso não está correto, não é assim que deveria ser, não é? Aí eu penso em mais coisas, como por exemplo, de que maneira estarei daqui três ou quatro meses? E semana que vem? E amanhã? E no segundo seguinte? Uma pessoa pode morrer instantâneamente da forma mais cretina possível… um ataque do coração aqui, um derrame ali, sei lá, nunca se sabe né?

Acho melhor parar de assistir estes filmes ingleses depressivos.

Eu tive um sonho…

Ter um sonho te faz querer realizá-lo? Não, digo sonho de verdade, daqueles que você deita, dorme e sonha. É estranhamente equivocado querer realizar um sonho oculto? E se esse sonho incluisse pessoas próximas que obviamente seria contra esta sua decisão? Estou te dizendo isso porque hoje eu tive um sonho desses e isso me tomou os pensamentos durante o dia todo. Gostaria de compartilhar contigo, mas é arriscado colocar segredos em uma página da internet – quem dirá fazer coisas erradas com uma webcam ligada.

O que estou dizendo, na verdade, é sobre decisões. Tive um pulso imaginário (ou seria fantasiado?) que me fez querer dominar o mundo, mas segundo a lei do homem (e das pessoas que vão contra à minha lei) isso seria errado, imaturo, precipitado e outros adjetivos que queira incluir nesta classificação. E se o sonho fosse algo do passado evoluido para algo do futuro? Ok, vou explicar: lembre do local onde nasceu, a escola onde estudou o prézinho (existe isso ainda?), fundamental, colegial e etc, os amigos que fez, os vizinhos que conheceu, a rua que jogou bola (ou no meu caso, pulou amarelinha)… imagine tudo isso. Agora imagine você nesta mesma casa em que cresceu, com os mesmos amigos, com os mesmos vizinhos (talvez sim, talvez não) e as mesmas coisas que o acompanharam durante toda sua vida. Para algumas pessoas isso não é difícil, mas talvez para a maioria isso é algo a se pensar de verdade: coloque no seu sonho todas as coisas boas que poderia ter vivido se continuasse com as mesmas pessoas por perto. Imaginou? Isso seria algo bom ou ruim para você?

O que me fez pensar hoje foi o fato de querer voltar para o mesmo lugar onde nasci, onde cresci, onde descobri coisas sobre minha vida que talvez meus pais não pudessem me mostrar. Foi aí que eu conclui o quanto a gente cresce e toma responsabilidades que nos faz perder a sensibilidade das pequenas coisas que nos faziam feliz de verdade. Para mim, a felicidade era estar naquele lugar com aqueles amigos fazendo coisas de gente pequena, um dia gente grande, um dia adultos… Só por um tantinho assim eu desejei ir embora da onde estou para ficar perto (não no mesmíssimo lugar) e tentar fazer o resto da minha vida feliz. Às vezes eu penso que não sou daqui e procuro a felicidade em qualquer esquina da vida, quando na verdade a felicidade está dentro de mim junto com as coisas que eu vivi durante esses vinte e três anos de existência.

Eu deveria estar mais próximo da minha família, mas eles mudaram (eu mudei!) e a sensação não é mais a mesma. Não estou dizendo que deixei de amá-los, não mesmo! Só gostaria que eles sentissem essa mesma lembrança como algo bom e a usasse como motivação para seguir em frente e felizes. Bem, o que eu realmente preciso fazer é usar este meu sonho “fantasiado” para concretizar os meus sonhos reais.