Tela branca, rosas e pedrinhas nos sapatos

É aí que todo o meu protesto faz sentido. No começo era só uma pedrinha de nada e que só chacoalhar os sapatos iam-se com o vento, porém esqueci que ao pisar no chão novamente eu poderia pisar em mais pedrinhas – talvez ainda maiores. Existe um quadro branco quando você conhece alguém, uma tela a ser pintada ou rabiscada conforme a sua vontade. É aí… bem nesta parte que o meu desgosto (ou desprezo, como achar melhor) se molda e se transforma em uma belíssima rosa. Linda por cima, superficialmente, e cheia de espinhos na base (as pedrinhas). Eu gosto de pensar que essa tela branca ficará assim até o final, pois intimidade incomoda e abre diversas lacunas psicológicas.
Quando você coloca os pés novamente no chão, sente as pedrinhas e tem vontade de se lançar ao vento, buscando novas telas brancas para pintar.
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