Para você, meu eu verdadeiro

Dessa vez eu aprendi que o silêncio pode dizer muitas coisas. É nessas conversas que você se encontra cara a cara com seu ‘eu verdadeiro’, como se não bastasse: do jeito que você criou. Parece-me que com os anos nossa imagem ganha peso e lentidão depois dos inúmeros acontecimentos (na maioria trágicos). Foi bem nesse momento que eu conversei comigo mesmo. Falamos de tudo: música, filmes, comportamento, gente que ficou com gente, bicho que pegou gente e bilhetes trocados na hora da aula. Como é de costume, o ‘eu verdadeiro’ falou do silêncio que insistia em nos dizer coisas. Todo mundo falou ao mesmo tempo, ninguém ouviu nada. É assim que meu ‘eu verdadeiro’ enxerga o meu silêncio – “…e ninguém ouviu absolutamente nada”.

Falar e falar. Repetidas vezes. Falar, falar, falar… quantas vezes eu falo sem ser ouvido? Quantas vezes sou ouvido enquanto falo? Por quantas vezes eu falei sem ninguém ouvir nada? Decidi comigo mesmo, o silêncio do meu ‘eu verdadeiro’ é o melhor ouvinte que já tive por toda a minha vida. E olha que à minha volta sobram pessoas.

Eu tenho dessas manias de falar sozinho mesmo, talvez nem seja comigo que estão falando.

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