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Minha morada

Sei que ele vai me guiando, guiando de mansinho pro caminho que eu quiser.

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Nina Simone

“I don’t care if you don’t want me
I’m yours right now”

Música fácil

O mundo é feito de boas pessoas e vou insistir novamente no mesmo assunto. A revista Rolling Stone postou uma lista com os “500 Melhores Discos de Todo o Tempo” em novembro de 2003. Até aí tudo ótimo, temos muitas listas espalhadas por aí, mas um mexicano resolveu encarar o gosto alheio e está postando os 500 discos em um site na web (aos poucos, os discos são compartilhados no servidor Rapidshare).

Outra dica é ler o livro do Robert Dimery ou então visitar os sites do Acclaimed Music e Rate Your Music, que tratam das mesmas listas. Agora é aguçar os ouvidos e criar sua opinião sobre os discos mais recomendados de todos os tempos.

Música é o combustível da vida. Ótimo. Gosto é aquilo na qual você nunca deverá questionar em uma roda com amigos. Há alguns anos mantenho um perfil musical no site Last.fm, na qual todas as músicas reproduzidas em meu winamp vão para um perfil organizado na web: músicas reproduzidas recentemente, artistas mais ouvidos na semana e artistas e faixas mais ouvidos. Genial, não? O problema é as capturas do scrobble quando você não quer que aquele artista ou aquela música seja capturada e adicionada em sua biblioteca. O que fazer quando, sem querer, deixa escapar uma música dos Backstreet Boys ou Latino em seu perfil? O negócio é colecionar e montar um Top 10 das faixas mais ridículas e comprometedoras da sua playlist. A contradição está dando tão certo que até tem um site sobre as faixas mais deletadas da rede social, entre eles estão Britney Spears, Amy Winehouse, Radiohead e Beatles. Moderem nas saraivadas e vamos à minha lista:

10. A Turma do Balão Mágico – Minha Mãe

Você me viu nascer, crescer e andar
E a cada passo meu cuidava de mim

Lembro do meu antigo trabalho: telemensagem. É isso mesmo, aquela voz bonita no telefone quando você recebe uma telemensagem foi minha. Digo, ela ainda é minha, só que atualmente sem a telemensagem. Preciso dizer porque escutava ela?

09. A-HA – Take On Me

Take me on, I’ll be gone
In a day or two

Musicão dos anos 80, não tenho medo de ouví-la no volume máximo. Isso me lembra aquele clipe estiloso misturando desenho e realidade e a foto medonha de Morten Harket como se estivesse posando para uma revista gay:

08. Keane – A Bad Dream

I wake up, it’s a bad dream, no one on my side
I was fighting but I just feel too tired to be fighting

Eu não tenho nada contra a banda e muito menos com a música, li um comentário que dizia que eles se pareciam com bonecas e que faziam um som ruim. Resolvi tirar minhas próprias conclusões e ouvi o disco Under the Iron Sea e concluí que “A Bad Dream” é a única que se salva. Ok, a música não é ruim.

07. Legião Urbana – Faroeste Caboclo

Logo logo os maluco da cidade souberam da novidade:
“Tem bagulho bom aí!”

Uma história trágica declamada por Renato Russo no auge de sua carreira. Acho uma merda ouvirem Legião Urbana somente pelo fascínio da composição desta música. Legião Urbana não é só “Pais & Filhos”, “Há Tempos” e “Faroeste Caboclo”. Há letras fortes e simbólicas tanto na vida do próprio Renato como para a Legião Urbana. Bem, ouço porque faz parte do melhor disco e hey, that is no way to say goodbye!

06. Lily Allen – Smile

At first when I see you cry,
yeah it makes me smile, yeah it makes me smile

Que ela não canta nada nem é mais novidade. Gosto de garotas nonsense, loosers e com alguma dúvida sobre o sentido da vida. (?)

05. Blink 182 – All Of This

Use me Holly come on and use me
We know where we go

Agradeço pela ausência de Mark. Sempre achei que ele fosse viadinho com aquele jeito delicado de tocar guitarra e jogar playstation de cueca, mas a música tocou bastante naquela época. Culpo o Robert Smith, miserável!

04. Spice Girls – Wannabe

If you wanna be my lover, you gotta get with my friends
Make it last forever, friendship never ends

Elas chegaram, elas foram, elas voltaram e elas foram (de vez!) novamente. Porém, continuo escutando “Wannabe” e lembrando dos pirulitos com figurinhas adesivas, dos clipes ultra modernos e do estilo soft-sexy-bitch de cada uma.

03. In The End – Linkin Park

I tried so hard and got so far
But in the end, It doesn’t even matter

Quem nunca gostou desta música e achou que isso sim era rock and roll? Alguém sabe me dizer se Chester Bennington já fodeu aquela voz?

02. Complicated – Avril Lavigne

Why you have to go and make things so complicated?
I see the way you’re acting like you’re somebody else gets me frustrated
Life’s like this you

Passei um mês sem internet para juntar o dinheiro e comprar Let Go. Hoje sinto vergonha em ter acreditado que um dia existiu esse interesse na minha vida, mas o disco ficou… tá aqui do meu lado, alguém o quer de presente de natal?

01. Nirvana – Smells Like Teen Spirit

With the lights out It’s less dangerous
Here we are now entertain us
I feel stupid and contagious
Here we are now entertain us
A mulatto, an albino, a mosquito, my libido
Yeah! Yay! Yay!

Nirvana está no topo em meu conceito. “Smells Like Teen Spirit” foi considerada a música do século e está no livro 1001 discos para ouvir antes de morrer de Robert Dimery – bem merecido. O negócio é que Nirvana sempre vai ser lembrada como a maior banda Grunge da história do rock e a segunda mais representativa dos anos 90. Tudo isso devido à polêmica de Kurt Cobain e aquelas tags que todos nós estamos cansados de ler: drogas, suicídio e por aí vai.

Ressalto que alguns gostos musicais não existem atualmente, mas isso nem deve ser questionado pelo bem da humanidade e do meu perfil musical. O importante é ouvir aquilo que faz bem para alma e livrar-nos deste preconceito bobo em esconder nossas vergonhas, seja quais forem.

Não sou fã histérico de comprar discos e encher o perfil de Last.fm com milhares de scrobbles, mas venho despertando um interesse passional pela biografia de Madonna. Para uma artista que surgiu em 1983 e desde então desbancou muita gente que não acreditava em sua durabilidade, atualmente ela é considerada um ícone mundial do cenário pop. Suas canções viraram hinos para muitos adolescentes e o resultado é contemplado nos milhares shows lotados que faz por todo o mundo.

Especula-se que o livro de Christopher Ciccone, irmão da cantora, seja uma jogada de marketing. As mesmas especulações dizem que o caso com o jogador de beisebol dos Yankees também seja mentira. Será mesmo? Tudo isso talvez não importe para quem está acostumado com o empreendedorismo da cantora. Depois de lançar um albúm e dois clipes mornos, ela precisava escandalizar – coisas de uma material girl veterana.

Ela comemora 50 anos no próximo dia 16 e se prepara para iniciar mais uma turnê. Sabemos que Madonna não faz feio e o Brasil espera que ela venha comprovar mais uma vez que é boa no que faz. O que me intriga em suas representações são as várias facetas de cada música que vai do sensual ao mais comportadinha.  Essa pose inconstante é rara em outros artistas que se assemelham, este é o diferencial único. Nâo adianta lançar discos com músicas boas, mas também é necessário estar pronto para encarar as críticas que vêm por todos os lados devido a um largo sucesso.

Se David Bowie é considerado o camaleão do rock, podemos dizer que Madonna é o mesmo para o pop. Concorde ou não, Madonna está na sua vida assim como a Coca-cola que você toma todos os dias.

Hoje

Belo é o teu nome do meio. Sua cor favorita é a luz do dia. Seu ponto fraco é o coração. Não me importa quantas pessoas já atravesseram a avenida, agora é a minha vez de atravessar. Gosto de pessoas positivas, apesar de nem sempre ser o mesmo. Gosto de dias nublados, daqueles mistificados onde ficamos horas e horas contemplando o frio. Quando não há café, não há cigarros. Prefiro Carlos Drummond de Andrade, mas repudio essa idéia de dar as mãos e estou procurando minha paz de espírito: daquelas que não existem, não sentem, não vê. Caminho sobre o sol e debaixo dele há um pescoço, agarro firmemente e sinto minhas mãos queimarem. Uma dor satisfatória, fúnebre. Detesto flores, mas é etiqueta e não dispenso felicidade mais simples do que esta. Penso em Caetano, mas ele é o meu oposto e minha admiração dobra em sua poesia. Canto músicas francesas na língua errada, talvez uma mistura de alemão e inglês dos bem clichês: my heart will go on. Sua alergia é um dos meus prazeres e vamos andar bem juntinhos afim de nos conhecermos melhor, porque hoje não serei eu mesmo.

Hoje mora em mim o mesmo monstro. Mas já combinei com ele, “é hora de morfar”.

Frase final de Epifania.

Para ouvir: The Dull Flame Of Desire – Björk & Anthony Hegarty